quinta-feira, 23 de junho de 2011

Intoxicação infantil: como evitar

Principal causa de internação de crianças, a intoxicação ainda é um dos motivos que mais preocupam os pais e profissionais da saúde infantil. De acordo com uma pesquisa do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), crianças menores de 5 anos representam 35% dos casos de intoxicação por medicamentos, no Brasil.

 
INTOXICAÇÃO

 
É causada pela ingestão de medicamentos e substâncias tóxicas ou venenosas, além da intoxicação alimentar e também pelo contato com animais peçonhentos. As principais ocorrências de intoxicação são acidentais, pois a criança é atraída pela caixinha do medicamento colorido ou pelas embalagens do produto de limpeza, por exemplo,e isso aguça a curiosidade dela, que vai querer mexer e até tomar.

 
O pediatra Sérgio Sarrubo, diretor do hospital estadual Darcy Vargas, unidade de referência em atendimento infantil em São Paulo, enfatiza que os medicamentos são ingeridos por crianças que os encontram em local de fácil acesso,deixados pelo adulto. Guardar medicamentos em locais inadequados pode exercer atração visual nas crianças, o que as deixa mais exposta a esse tipo de acidente, afirma.

 
MEDIDAS PREVENTIVAS

  •  Mantenha todos os produtos tóxicos em local seguro e trancado, fora do alcance das mãos e dos olhos das crianças, de modo a não despertar sua curiosidade;
  • Pílulas coloridas, embalagens e garrafas bonitas, brilhantes e atraentes, odor e sabor adocicados despertam a atenção e a curiosidade natural das crianças; não estimule essa curiosidade;
  • É importante que a criança aprenda que remédio não é bala, doce ou refresco; quando sozinha, ela poderá ingerir o medicamento.
  • Lembre-se: remédio é remédio;
  • Evite tomar remédio na frente das crianças;
  • Não dê remédio no escuro para que não haja trocas perigosas e mantenha sempre os medicamentos nas embalagens originais;
  • Cuidado com remédios de uso infantil e de adulto com embalagens muito parecidas;
  • Guarde produtos de limpeza longe dos alimentos;
  • Antes de jogar fora uma embalagem, despeje todo o conteúdo na pia ou vaso sanitário;
  • Jogue fora os remédios vencidos
  • Não reutilize embalagens de produtos tóxicos

 
COMO IDENTIFICAR UMA CRIANÇA VÍTIMA DE INTOXICAÇÃO

 
Segundo o pediatra, muitas vezes os pais pegam a criança no flagrante e então é possível identificar o que foi tomado e a quantidade para explicar ao médico. Tenha sempre em mente o pronto socorro mais próximo de onde vocês está, alerta Dr. Sérgio. Vá imediatamente a uma unidade básica de saúde e leve a embalagem do produto.

 
Os tipos de medicamentos que mais causam ocorrências de intoxicação infantil são os psicotrópicos e anti-convulsivos. O pediatra esclarece sobre os sintomas que esses remédios provocam. Se a criança está com comportamento estranho, com sonolência ou prostração, não recorre à estímulos, com baixa coordenação motora e os sintomas não estão acompanhados de febre, então existe a suspeita de que ela possa ter ingerido algo, esclarece.

 
Mas o principal alerta está para a forma de socorro. As pessoas não sabem como socorrer em emergência, lembra Sérgio. Para os pais, é ainda mais importante saber qual é a unidade de atendimentohospitalar mais próxima e estar preparado para ir até lá comoem casos de intoxicação.

 
Em caso de dúvida, também é possível ligar gratuitamente para o Centro de Intoxicações da sua região, que oferece orientação em caso de emergência infantil provocado por exposição à intoxicação e envenenamento. Veja alguns telefones abaixo:

 
São Paulo – CEATOX/SP 0800.148.110

 
São Paulo – CCI/SP 0800.771.3733

 
Porto Alegre – CIT/RS 0800.780.200

 
Curitiba – CIT/PR 0800.410.148

 
Salvador – CIAVE/BA 0800.284.4343

 
Florianópolis – CIT/SC 0800.643.5252

Fonte: http://institutohealtho.wordpress.com/2011/06/10/intoxicacao-infantil-como-evitar/

Ciatalgia

Muita gente só descobre que este nervo existe quando ele reclama e provoca dores insuportáveis. Para que elas não façam parte da sua vida, saiba mais sobre o ciático, descubra as causas da dor e as boas maneiras para dar um adeus a elas.

Engana-se quem pensa que as temidas dores no nervo ciático são sintomas de velhice. Há algum tempo, isso era mesmo verdade. Mas hoje em dia cada vez mais jovens sofrem com a dolorida irritação desse nervo. E isso graças, em grande parte, aos maus hábitos rotineiros, como uma postura incorreta e a prática de esportes de maneira inadequada (sem um aquecimento prévio, por exemplo).

“Entre os motivos que levam os jovens a sofrerem com as dores ciáticas estão o hábito de passar muitas horas em uma mesma posição e o sedentarismo generalizado, assim como a sobrecarga física e emocional, que é tão comum hoje em dia”, avalia a fisioterapeuta Fernanda Ferrareze, especialista em acupuntura e em RPG. Segundo ela, a incidência do problema, que antes era maior aos 40 anos, hoje se concentra já por volta das 30 primaveras.

O fisioterapeuta Aya Nawa, especializado em shiatsu, explica que a sensação tão indesejada de dor ciática, apesar de bastante comum e normalmente associada aos maus-hábitos posturais, merece uma análise extremamente cuidadosa, já que pode representar problemas mais sérios. “Muitas vezes, o desconforto é um caso de lombalgia (dor na região lombar), que pode estar acompanhada de inflamação ou outra anormalidade relacionada ao nervo ciático, que passa nessa região”, diz ele.

No entanto, a reclamação pode representar também um caso de hérnia de disco, o que requer o cuidado de um médico tradicional, já que pode ser necessário até mesmo passar por uma cirurgia corretiva.

A sensação da dor ciática pode ser de formigamento na perna, associado a dores que lembram facadas na região lombar. Ela percorre os membros inferiores e pode se manifestar apenas em uma, como acontece na maioria das vezes, ou em ambas as pernas. É uma dor bastante chata, descrita por quem a sente como “um formigamento pulsante que irradia até o pé

O ciático é formado por raízes que saem da região lombar e formam um grande nervo, que percorre o quadril e a parte posterior da coxa. É muito importante para o corpo e para os movimentos humanos, pois é ele o responsável pela inervação da perna (o músculo não trabalha sem inervação). É o nervo ciático o responsável por enviar aos neurônios a informação de que a musculatura desse membro deve agir.

O que causa a dor, de acordo com Nawa, é a contração muscular. Quando o paciente chega com tensão nesta área, é feita a massagem. “Ao massagear o músculo que apresenta desconforto, aumentamos a circulação no local, o que faz com que ele relaxe”, explica.

Logo de cara, o especialista faz um levantamento do histórico do paciente e às vezes descobre que o problema pode ser até mesmo psicossomático. “A contratura muscular pode ser emocional, uma representação física da tensão psicológica acumulada no dia a dia”, explica Fernanda. Nesses casos, a massagem também é muito benéfica.

Quando a dor é muito intensa, não há outra alternativa a não ser procurar um médico imediatamente. Mas, quando o nervo causa apenas aquele desconforto irritante, fazer alongamentos básicos pode ser eficiente – e isso sem sair de casa. O fisioterapeuta Aya Nawa recomenda alongar suavemente as costas, movimentando de forma cuidadosa a área do foco da dor.

Outra ideia é utilizar os fundamentos da reflexologia, que associa pontos específicos nos pés a todas as partes do corpo, para aliviar a dor. “No entanto, é essencial ter um conhecimento prévio desta prática. Antes de tudo, deve-se consultar um especialista”, recomenda Fernanda Ferrareze. Ela lembra, no entanto, que não é recomendado massagear a saída do nervo, localizada na base da coluna.

A especialista em shiatsu e acupuntura Mariko Sato, diretora da clínica Shiozawa Shiatsu, ensina que a utilização de compressas e bolsas de água quente na região dolorida podem ajudar, também, a acalmá-la. Ainda, automassagear a região do tornozelo pode surtir resultados. “Encontramos ali um ponto mais sensível, que dói ao toque. É esse ponto que corresponde à dor no nervo ciático. Pressionando-o o máximo que conseguir, você alivia consideravelmente a dor lombar”, recomenda ela

Para aliviar as dores ciáticas, o massoterapeuta e acupunturista William Yoji Miwa lança mão de movimentos de diferentes técnicas, tradicionais e modernas, numa mesma sessão. Além do shiatsu, ele utiliza, entre outras práticas, o trigger point, a acupuntura e o spiral tape. Pode ser utilizado, também, o tui-na, que consiste na pressão e no deslizamento das mãos nos pontos da acupuntura, principalmente nas extremidades do corpo. Portanto, não há qualquer motivo para ficar sofrendo com esse desconforto. Se sentir dor, procure na hora um especialista – as possibilidades são várias.

Fonte: http://www.triada.com.br/bem-estar-e-saude/bem-estar-e-saude/aq169-181-451-4-elimine-as-dores-no-nervo-ciatico.html#anc-pagina

terça-feira, 21 de junho de 2011

Morte fetal x posição materna durante o sono

Mulheres que não dormem posicionadas do lado esquerdo nas últimas noites de gravidez tem um risco dobrado de morte fetal tardia em comparação com mulheres que dormem em seu lado esquerdo, mostra uma pesquisa publicada no bmj.com.
Eles explicam que o risco absoluto de morte fetal tardia para as mulheres que dormiram do lado esquerdo foi de 1,96 por 1.000 em comparação a 3,93 por 1.000 para aquelas que dormiram em qualquer outra posição (por exemplo, deitada de costas ou na lateral direita).No entanto, os autores ressaltam que este aumento do risco é pequeno.

A pesquisa também revela que as mulheres que se levantam para ir ao banheiro uma vez ou menos nas últimas noites (comparada com as que levantam mais vezes), e aquelas que dormem regularmente mais durante o dia do que à noite no último mês de gravidez, tem maior probabilidade de ter um bebê natimorto.

Os autores sugerem que a diminuição do fluxo sangüíneo para o bebê quando a mãe está deitada de costas ou do lado direito por longos períodos pode ajudar a explicar esta associação.

No entanto, eles concluem que "se os resultados forem confirmados, promover a melhor posição para dormir no final da gravidez podm ter potencial para reduzir a incidência de morte fetal tardia".Eles salientam que esta é uma nova observação, e estudos confirmatórios são necessários antes que recomendações de saúde pública possam ser feitas.

Fonte: http://group.bmj.com/group/media/latest-news/sleep-position-in-late-pregnancy-could-increase-risk-of-late-stillbirth

Dieta pobre em carboidrato e rica em proteínas associada a menor risco de câncer

ScienceDaily (15 de junho de 2011), de acordo com um estudo publicado na Cancer Research, comer uma dieta com baixo teor de carboidratos e alto de proteínas pode reduzir o risco de câncer e retardar o crescimento de tumores já existentes .

O estudo foi realizado em camundongos, mas os cientistas envolvidos concordam que as descobertas biológicas são fortes e definitivas o suficiente para que um efeito em seres humanos possa ser considerado.

Eles descobriram que as células do tumor cresceram consistentemente mais lentamente na segunda dieta..15% de carboidratos, 58% de proteínas e 26% de gorduras segunda - que é semelhante à dieta de South Beach, mas superior em proteína - continha primeira dieta, uma dieta típica ocidental, continha cerca de 55% de carboidratos, 23% de proteínas e 22% de gorduras.Krystal e seus colegas implantaram em várias linhagens de camundongos células tumorais humanas ou células tumorais de ratos, que receberam uma de duas dietas.

Curiosamente, apenas um na dieta ocidental alcançou uma expectativa de vida normal (cerca de 2 anos), 70% deles morreram de câncer, enquanto apenas 30% dos ratos na dieta pobre em carboidratos desenvolveram câncer e mais de metade destes ratos alcançou ou ultrapassou a expectativa de vida normal.

Restringir a ingestão de carboidratos pode limitar significativamente a glicemia e insulina, um hormônio que tem sido demonstrado em vários estudos promover o crescimento de tumores em humanos e camundongos., Krystal disse que as células tumorais, ao contrário das células normais, precisam significativamente de mais glicose para crescer e se desenvolver.

Além disso, uma dieta com baixo teor de carboidratos, e alto de proteínas tem potencial de aumentar a capacidade do sistema imune para matar as células cancerígenas, como também pode impedir a obesidade, o que leva à inflamação crônica e câncer.

Exposição a longo prazo à poluição do ar é fortemente ligada a asma não controlada

Exposição a longo prazo à poluição do ar é fortemente ligada a asma não controlada, sugere pesquisa publicada online no Journal of Epidemiology and Community Health. As descobertas realizadas se confirmaram independentemente de fatores de risco tradicionalmente associados com a piora da asma, como o peso, tabagismo e uso de corticosteróides inalados.

Sabe-se que a poluição atmosférica tem um papel no agravamento dos sintomas respiratórios, incluindo aumento do uso de medicamentos e admissões hospitalares, mas não era claro se havia algum efeito da poluição do ar a longo prazo no controle da asma.

Os pesquisadores baseiam suas conclusões no estudo de 501 adultos com asma ativa que completaram um questionário detalhado sobre a saúde respiratória, entre 2003 e 2007.

Os pesquisadores calcularam os níveis de ozônio (O 3 ), óxido nitroso (NO 2 ) e partículas (PM 10 ) que cada participante teria sido exposto em seu endereço residencial, usando dados do Instituto Francês do Meio Ambiente.

O controle da asma foi medido de acordo com os sintomas, ataques de asma e função pulmonar ou FEV1.

Menos da metade (44%) dos 481 pacientes asmáticos, cuja a informação sobre os níveis de poluentes estava disponível, tinha asma bem controlada.

Níveis de ozônio e partículas foram fortemente associados com pior controle da asma, com a exposição a longo prazo ao ozônio conferindo um risco 69% maior de asma não controlada, e à partículas aumentando o risco em 35%.

Ambos os poluentes foram associados com cada uma das três medidas utilizadas para avaliar o controle da asma.

"Nossos resultados indicam que tanto as concentrações de ozônio e de partículas no ambiente comprometem o controle da asma em adultos ", concluem os autores, acrescentando:". Os resultados são robustos "

Fonte: www.jech.bmj.com

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Exposição ao bisfenol A é subestimada, diz estudo

Pesquisa mostrou que a substância presente no plástico se acumula mais rapidamente no corpo do que se pensava anteriormente

Para o estudo, os pesquisadores expuseram um grupo de camundongos a uma dieta diária e suplementada com BPA e compararam com outro grupo que teve uma única exposição à substância. Eles encontraram uma absorção aumentada e acumulação de BPA no sangue dos animais.

O estudo foi publicado na revista científica Environmental Health Perspectives. Esta é a primeira pesquisa a examinar as concentrações de BPA em modelos animais depois da exposição durante uma dieta regular e diária – o que, segundo os pesquisadores, é o melhor método para se aproximar da exposição crônica e contínua como a que ocorre com os seres humanos. Nos levantamentos anteriores, os ratos eram expostos uma única vez à substância.

No texto, os cientistas pontuam que mais de 90% das pessoas nos Estados Unidos possuem concentrações de BPA no corpo. “Nós acreditamos que estes estudos realizados em ratos em que a exposição ao BPA é através da dieta é uma representação mais precisa do que acontece com o BPA no corpo humano”, disse a pesquisadora Cheryl Rosenfeld. Segundo ela, mais estudos são necessários para saber o mecanismo de concentração, absorção e distribuição do BPA na corrente sanguínea.

Saiba como evitar a substância, que também está presentes em outros produtos usados no dia a dia:
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/exposicao-ao-bisfenol-a-e-subestimada-diz-estudo

terça-feira, 7 de junho de 2011

Causas não-clássicas de obesidade

Hoje foi noticiado no site da Associação Brasileira para Estudos da Obesidade e Síndrome Metabólica:

CBOSM: Disruptores endócrinos entre as causas da obesidade


Diante de um público que lotou o auditório para assistir ao simpósio dedicado às causas não clássicas da obesidade, no segundo dia do Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, com muitas pessoas de pé, o Dr. Mario José Abdalla Saad, professor e pesquisador da Unicamp, apresentou novos dados sobre o papel da flora bacteriana intestinal no organismo de quem apresenta obesidade.

- A flora intestinal do obeso é diferente comparada à do indivíduo com peso normal. Há uma concentração de bactérias, que se renovam constantemente, como os firmicutes – explicou. O Dr. Saad citou um estudo com ratos, durante o qual foi realizado um transplante de flora intestinal de animais obesos em magros, o que resultou em aumento de peso.

- Sabe-se pouco ainda sobre a flora intestinal, a qual sofre influências genética, ambiental e da alimentação. Não se sabe ainda se a pessoa é obesa por ter essa flora intestinal, ou se apresenta tal flora por ser obesa. O fato é que já existe um tipo de flora X identificada com a obesidade – explicou aos presentes.

Cálcio e Vitamina D

Em seguida, o Dr. Luiz Henrique Griz, professor da Universidade do Estado de Pernambuco, comentou estudos que mostram a associação entre deficiência de vitamina D e de cálcio no aumento do risco da obesidade. Algumas análises norte-americanas identificam o baixo consumo de cálcio com o risco maior de obesidade, citou.

- Justifica-se a realização de um estudo clínico randomizado, com controle de placebo, para comprovar melhor a relação entre baixa ingestão de cálcio e obesidade – conclui o endocrinologista.

Disruptores endócrinos

O Dr. Nelson Rassi, investigador do Centro de Pesquisas Clínicas em Endocrinologia do Hospital Geral de Goiânia (HGG), surpreendeu o público ao mostrar dados que comprovam o efeito de substâncias largamente utilizadas pela indústria - e presente em produtos como latas de leite em pó para bebês e mamadeiras - no desenvolvimento da obesidade.

- Além de fatores como genética, excesso alimentar e falta de atividade física, os disruptores endócrinos surgem como um novo e desafiante dado no estudo das causas da obesidade – afirmou.

O bisfenol, presente em produtos para crianças ou em latas de refrigerante, foi apontado em pesquisas como um fator relacionado ao aumento de gordura em ratas. Testes apontam a presença do aditivo na urina de 95% de crianças e adolescentes nos Estados Unidos, citou o Dr. Rassi. Já o ftalato, composto químico proibido recentemente na fabricação de brinquedos e relacionado ao aumento da resistência à insulina, ainda é encontrado em embalagens de perfumes, por exemplo.

- Análises mostram que os disruptores podem exercer forte influência em pequenas quantidades. Quanto mais jovem a pessoa, mais fortes os efeitos no organismo. Por isso, a exposição a esse tipo de composto químico deve ser muito controlada em crianças. Nossa legislação, infelizmente, é muito mansa sobre o assunto, e deixa muito a desejar – avaliou.

Fonte: http://www.abeso.org.br/pagina/350/congresso-da-abeso.shtml

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nutrição cerebral:


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Lista de substâncias classificadas pela IARC (OMS)

Para os que escreveram perguntando se eu tinha a lista das substâncias classificadas em grupos pelo IARC, abaixo a classificação e o link:

Agentes classificados pela IARC (Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer )

  •  Grupo 1: Cancerígenos para humanos: 107 agentes
  • Grupo 2A:  Provavelmente Cancerígenos para humanos: 59 agentes
  • Grupo 2B:  Possivelmente Cancerígenos para humanos: 266 agentes
  • Grupo 3:  Não classificado como Cancerígeno para humanos: 508 agentes
  • Grupo 4: Provavelmente não Cancerígeno para humanos: 1 agente 


 

Ação antipoluente deve considerar gênero: Homens e mulheres enfrentam riscos diferentes na exposição a produtos tóxicos

A política de gestão de produtos tóxicos, que provocam cerca de 20 mil mortes por ano, precisa levar em conta que homens e mulheres estão expostos de modo diferente a essas substâncias químicas e que seus organismos reagem distintamente à contaminação. É o que recomenda a cartilha Produtos Químicos e Gênero, lançada pelo Grupo de Meio Ambiente e Energia do PNUD.

Programas com essas características podem compreender melhor as diferenças socioculturais e biológicas e combater de modo mais preciso a contaminação. Nas comunidades rurais dos países em desenvolvimento, por exemplo, os homens geralmente são mais expostos à contaminação durante a aplicação dos produtos tóxicos, e as mulheres (e às vezes as crianças), durante o plantio e a colheita. Elas também entram em contato mais frequente com substâncias perigosas presentes em cosméticos e itens de higiene pessoal, como sabonetes, cremes e xampus.

No setor de saúde, em que a maioria dos trabalhadores é do sexo feminino, as mulheres estão mais sujeitas a contaminação de agentes químicos utilizados em procedimentos médicos. Como as mulheres e meninas também costumam cuidar da limpeza doméstica, ficam expostas em maior grau a substâncias tóxicas presentes em mercadorias desse tipo.

Do ponto de vista biológico, por ter maior proporção de gordura corporal, as mulheres armazenam quantidades mais altas de poluentes ambientais em seus tecidos. Além disso, em algumas fases, como gravidez, lactação e menopausa, o organismo feminino sofre rápidas mudanças, que potencializam a vulnerabilidade.

Os homens, por sua vez, estão comumente em maior risco de exposição a componentes tóxicos usados na mineração, em operações de curtume e oficinas mecânicas. Sob uma perspectiva fisiológica, uma série de estudos destaca o aumento mundial nos incidentes de câncer de testículo e de outros transtornos reprodutivos masculinos, incluindo a diminuição na quantidade e qualidade dos espermatozoides.

Para enfrentar essa situação, o PNUD recomenda uma abordagem multidisciplinar, envolvendo todos os ministérios que atuam diretamente na gestão de produtos químicos — como o do meio ambiente, indústria, trabalho, saúde, mulheres, agricultura, educação e comércio —, além de associações industriais, sindicatos, laboratórios, universidades, e organizações da sociedade civil.

A cartilha, voltada a gestores de políticas para o setor, aponta que é fundamental garantir a participação de populações vulneráveis que geralmente são sub-representadas nos processos decisórios, como mulheres, trabalhadores e comunidades indígenas.

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2011/06/01/acao-antipoluente-deve-considerar-genero-homens-e-mulheres-enfrentam-riscos-diferentes-na-exposicao-a-produtos-toxicos/

Efeitos adversos dos adoçantes à saúde

Você já deve ter ouvido falar mal do adoçante alguma vez na sua vida, não é verdade? E também já deve ter ouvido aquela frase: “Adoçante engorda, afinal quem é magro não usa adoçante. Só quem usa adoçante são os gordinhos.”

O uso de adoçantes gera muita polêmica. Há quem diga que eles causem diversos tipos de problemas. Os estudos em humanos ainda não são conclusivos. Porém, diversas pesquisas em animais apontam possíveis danos à saúde.

Quem são?

Adoçantes são produtos constituídos a partir de um edulcorante, que tem a capacidade de “adoçar” mais do que o açúcar normal. A função inicial era substituir o açúcar para diabéticos, mas hoje, muitas pessoas os usam mesmo sem ter certeza do que podem proporcionar, principalmente a longo prazo.

Outra questão importante: será que você usa a mesma quantidade de adoçante que usava há 5 anos para adoçar seu cafezinho? Normalmente, ao longo dos anos, o indivíduo vai aumentando aos poucos a quantidade de gotinhas e sachês.

Por quê?

Temos, na língua, estruturas conhecidas como receptores. São eles que “sentem” o sabor doce. Ao longo do tempo, eles vão se acostumando ao sabor, ou seja, vão dessensibilizando, e isso faz com que você coloque uma maior quantidade de adoçante para sentir o mesmo sabor ”doce” que sentia há anos. Assim, o consumo de algo que possivelmente gera malefícios para sua saúde acaba aumentando. Será que vale a pena?

Aqui estão listados alguns dos adoçantes existentes: Acessulfame-Klem, aspartame, ciclamato, sacarina, sucralose, frutose, lactose, maltodextrina, manitol, sorbitol, steviosídeo, xilitol.

Possivelmente, você já os consumiu e nem sabia disto, pois muitos produtos industrializados recebem a adição de edulcorantes para deixar o produto mais “saboroso”, mesmo que ele não seja Light. Portanto, no final das contas, você estará consumindo grandes quantidades.

Alguns adoçantes, como ciclamato ou sacarina, apresentam níveis elevados de sódio, que é um dos inimigos da hipertensão arterial.

O aspartame, o acessulfame e o ciclamato devem ser utilizados com cautela, até porque existem estudos, mesmo que ainda inconclusivos, relacionando essas substâncias com o câncer.

A própria frutose, usada como adoçante, é considerada por alguns autores como uma toxina ambiental com implicações de saúde. Em determinado estudo feito com animais, a ingestão de frutose foi considerada um fator de risco para doença renal, que inclui hipertensão glomerular e inflamação renal.

Além disso, existem estudos em desenvolvimento e que buscam uma relação dos adoçantes com o alzheimer e com a doença de parkinson, duas patologias que têm se apresentando mais frequentes nos últimos tempos.

Engordam ou não?

Pesquisas mostram a existência de uma associação entre o consumo de bebidas adoçadas artificialmente e ganho de peso em crianças. Estudos clínicos controlados com crianças são muito limitados e não demonstram claramente efeitos metabólicos benéficos ou adversos de adoçantes artificiais. Atualmente, não há nenhuma forte evidência clínica de causalidade a respeito do uso de adoçantes artificiais e os efeitos na saúde metabólica, mas é importante observarmos que existem possíveis contribuições desses adoçantes artificiais para o aumento global da obesidade infantil e ,inclusive, do diabetes.

A evidência de uma relação causal que liga o uso de adoçantes artificiais ao ganho de peso e outros efeitos para a saúde metabólica é limitada. No entanto, estudos recentes em animais fornecem informações intrigantes que suportam um papel metabólico ativo de adoçantes artificiais.

Adoçante e fome

Provavelmente, você já deve ter percebido que, ao se fazer uma dieta, consegue-se ficar o dia inteiro comendo alimentos diet e light, cheios de edulcorantes, mas quando chega no final do dia, fica bem mais difícil manter-se controlado.

Muitas vezes, não é isto que faz você desistir da dieta?

Isto pode acontecer porque, quando consumimos os adoçantes, “enganamos” nosso cérebro, pois não lhe damos o que ele mais quer: o açúcar.

Os adoçantes não satisfazem a real necessidade de nosso corpo. Os carboidratos são nutrientes, presentes em diversos alimentos que, quando consumidos, liberam glicose, ou seja, açúcar para o nosso corpo utilizar em suas diversas funções, tais como: respiração, batimento do coração, raciocínio, etc.

Quando chega no fim do dia, o seu cérebro grita: QUERO açucar! Portanto, seria muito mais interessante controlar as quantidades de carboidratos do que ficar o dia enteiro enchendo seu organismo de adoçantes.

Não é por que os adoçantes apresentam suspeitas, que devemos passar a usar o açúcar indiscriminadamente.

Vale lembrar também que o consumo de açúcares está diretamente relacionado ao aumento da incidência de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, a hipertensão e a obesidade.

O melhor amigo de nossa saúde é o equilíbrio.

Então, diante de tantas informações, o que fazer?

O mais recomendado seria diminuir o consumo de adoçantes e procurar sentir o sabor do que for consumir antes de adicionar os edulcorantes. Assim, aos poucos, você se acostumará e descobrirá um delicioso sabor no que consome, independentemente da adição de qualquer substância.

Algo muito útil que podemos fazer por nossa saúde é diminuir o “código de barra”, ou seja, comer e beber o mínimo possível de alimentos industrializados. Assim, evitamos o consumo excessivo de corantes, gorduras saturadas, açúcares, sódio e, inclusive, de adoçantes.

* Texto elaborado pela Dra. Patrícia Azevedo Rung, aluna bolsista do curso de Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP Consultoria Nutricional/ Divisão Ensino e Pesquisa.

Fonte: http://www.vponline.com.br/blog/home.php/

União Europeia e China vetam uso de bisfenol

A importação e venda de mamadeiras que contenham bisfenol A (BPA) está proibida a partir de hoje em todos os países da União Europeia. Também hoje entra em vigor na China uma lei que proíbe a produção de frascos para alimentação infantil que contenham o químico.

Presente no policarbonato, um tipo de plástico rígido e transparente, e também na resina que reveste latas de alimentos, o BPA simula no organismo a ação do hormônio estrogênio, podendo causar desequilíbrio no sistema endócrino. Estudos em animais mostram inúmeros efeitos danosos, mas os resultados em humanos são inconclusivos.

Não se sabe se há riscos à saúde nas quantidades permitidas pela legislação. Mas especialistas concordam que a gestação e os primeiros dois anos de vida são os períodos de maior vulnerabilidade, pois os bebês estão em rápido desenvolvimento e têm pouca massa.

O BPA já foi banido no Canadá, na Costa Rica, na Malásia e em pelo menos 11 Estados americanos. No Brasil, a proibição do químico está em discussão no Congresso. Em abril, a Justiça determinou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que regulamentasse em 40 dias a inclusão de um alerta sobre a presença da substância nas embalagens dos produtos. A agência conseguiu prorrogar o prazo até agosto e está recorrendo da decisão.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,uniao-europeia-e-china-vetam-uso-de-bisfenol,726429,0.htm

terça-feira, 31 de maio de 2011

VII Semana Nacional dos Alimentos Orgânicos - Por que vale a pena priorizar os Orgânicos ?

Do dia 30 de Maio a 5 de Junho comemora-se a 7ª Semana Nacional dos Alimentos Orgânicos. Nada mais justo que um post evidenciando os benefícios do uso de orgânicos. Para falar de orgânicos é inevitável que não se cite um assunto de saúde pública: Uso de Agrotóxicos.

Os agrotóxicos são usados no mundo desde a Década de 30, como por exemplo o DDT (sigla de Dicloro-Difenil-Tricloroetano), um inseticida barato e altamente eficaz a curto prazo. A longo prazo tem efeitos prejudiciais à saúde humana, pois permanece no ambiente por décadas. Foi banido de vários países por ser cancerígeno e atingir o sistema nervoso central e periférico como todos organoclorados.

Os organofosforados e carbamatos são uma classe de agrotóxicos bastante usada atualmente. Há estudos inconclusivos que mostram correlação com alterações musculares, efeito neurotóxico e ação disruptora endócrina (pode se ligar a receptores de hormônios e mimetizar a ação destes). Mensalmente são publicados artigos que evidenciam possíveis efeitos dos agrotóxicos para a saúde de seres vivos.

Penso da seguinte maneira: se há risco potencial, porquê consumir um alimento cultivado com agrotóxicos, se temos a opção orgânica ?

Orgânicos são alimentos plantados naturalmente sem o uso de nenhum pesticida como inseticidas, bactericidas, herbicidas, nematicidas, acaricidas, fungicidas de natureza física, química ou biológica. Resumindo: Orgânicos são produtos cultivados sem a adição de Agrotóxicos (ou como alguns chamam, Defensivos Agrícolas).

A produção de orgânicos sempre que possível, baseia-se:
1) No uso de estercos animais, 2) Rotação de culturas, 3) Adubação verde, 4) Compostagem e 5) Controle biológico de pragas e doenças.

Tem como principal objetivo a manutenção da estrutura do solo além da sua produtividade, gerando alimentos saudáveis e produzidos baseados em uma relação harmônica com a natureza (homem/natureza, homem/animais homem/homem). Por esses motivos, eu como médico e ecologista defendo essa causa. Alguns aspectos que sempre ressalto para quem me pergunta "Dr. porque vc está nessa de defender ecologia associada à medicina?":

1) Aspectos sanitários: alimentos orgânicos não possuem "defensivos" agrícolas sintéticos ou qualquer tipo de venenos que possa comprometer a saúde de qualquer ser na escala evolutiva, seja ele um invertebrado, seja ele um homo sapiens. Princípio este que jurei na minha formatura. Princípio este criado pelo pai da Medicina (Hipócrates) "primum non nocere" que significa em primeiro lugar não lesar.

2) Aspectos ecológicos: a agricultura orgânica por não utilizar métodos agressivos e nocivos para a natureza, evita a degradação do meio ambiente. Isso inclui: manutenção das características do solo (as vezes adubando através de rochagem, mas sem utilizar fertilizantes sintéticos), manutenção da potabilidade da água e pureza do ar. A agricultura orgânica geralmente é familiar e ocorre de forma sustentável, na qual se respeita ciclos milenares (plantio/colheita). Desenvolvimento e preservação ambiental andam de forma conjunta.

De formal geral, a agricultura orgânica é baseada em três idéias. São elas:

1) Cultivo natural: é proibido o uso de agrotóxicos, adubos químicos e artificiais e conservantes no processo de produção.
2) Equilíbrio ecológico: A produção respeita o equilíbrio microbiológico do solo e as diferentes épocas de safra. O processo fica mais sustentável, não degradando a biodiversidade.
3) Respeito ao homem: o trabalhador tem que ser respeitado (leis trabalhistas, ganho por produtividade, treinamento profissional e qualidade de vida).

Para se obter um alimento verdadeiramente orgânico, é necessário conhecer diversas ciências (agronomia, ecologia, nutrição, medicina, economia, entre outras). Assim, o agricultor, através de um trabalho harmonizado com a natureza, tem condições de oferecer ao consumidor alimentos que promovam não apenas a saúde deste último, mas também do planeta em que vivemos.

Será que é orgânico mesmo? Como saber?

Se você pretende consumir alimentos orgânicos fique atento para não ser enganado. Procure sempre pelo selo de qualidade emitido por certificadoras reconhecidas pelo Ministério da Agricultura. Para ganhar o selo, os produtores seguem várias precauções e têm suas lavouras fiscalizadas a cada semestre. A presença do selo garante, portanto, a procedência e a qualidade dos produtos.

Existem 10 principais motivos para se optar por orgânicos, são eles:

1) São mais nutritivos e saborosos: Com solos balanceados e fertilizados com adubos naturais, se obtém alimentos mais nutritivos. A comida fica mais saborosa, conservam-se suas propriedades naturais como vitaminas, sais minerais, carboidratos e proteínas.  Em solos equilibrados as plantas crescem mais saudáveis, preservam-se suas características originais como aroma, cor e sabor. Consumindo produtos orgânicos é possível apreciar o sabor natural dos alimentos. Além disso, quando se utiliza o sistema de Rochagem na adubagem o alimento fica mais rico devido a inserção de minerais ESSENCIAIS na composição do solo. Algumas pesquisas internacionais (há pesquisas que dizem o contrário) demonstram que alimentos orgânicos apresentam, em média:
  • 63% a mais cálcio, 73% mais ferro, 118% mais magnésio, 178% mais molibdênio, 91% mais fósforo, 125% mais potássio, 60% mais zinco que os alimentos convencionais. Possuem menor quantidade de mercúrio (29%), substancia que pode causar doenças graves (informação publicada no Journal of Applied Nutricion, 1993).
No ano passado pesquisadores da London School of Hygiene & Tropical Medicine, em Londres, Inglaterra, realizaram um levantamento com 162 artigos científicos publicadas nos últimos 50 anos, que mostrou que não existe uma diferença tão grande entre o alimento orgânico e o normal. O que justificaria essa discrepância de resultados? Erro na metodologia ? Interesses exclusos ? Mesmo que não tivesse superioridade nutricional, só de não conter agrotóxicos ja É SUPERIOR !

2) Sáude garantida: Como citei, agrotóxicos estão associados a diversas patologias, dentre elas:
1) Cânceres dos mais viversos tipos; 2) Alergias alimentares; 3) Asma; 4) Infertilidade; 5) Alterações hormonais principalmente quando se trata de hormônios sexuais; 6) Hiperatividade em adultos e crianças; 7) Déficit de atenção; 8) Doenças neurodegenerativas; 9) Aumento da produção de radicais livres e diminuição da produção de antioxidantes; 10) Intoxicação por metais pesados Um relatório da Academia Americana de Ciências, de 1982, calculou em 1.400.000 o número de novos casos de câncer provocados por agrotóxicos.  Vale a pena ler um post que publiquei no meu blog sobre a recente pesquisa da Anvisa, na qual a mesma detectou irregularidade em 29% dos alimentos analisados. Veja também esse post sobre a Reavaliação de agrotóxicos e veja o quão grave é a situação.

3) Proteção às futuras gerações: As crianças são os alvos mais vulneráveis da agricultura com agrotóxicos. “Quando uma criança completa um ano de idade, já recebeu a dose máxima aceitável para uma vida inteira, de agrotóxicos que provocam câncer”, diz um relatório recente do Environmental Working Group (Grupo de Trabalho Ambiental). A agricultura orgânica, além disso mais, tem a grande tarefa de legar às futuras gerações um planeta reconstruído.

4) Respeito ao pequeno produtor: O trabalhador rural precisa ser preservado, tanto quanto a qualidade ecológica dos alimentos. Adquirindo produtos ecológicos, contribuímos com a redução da migração de famílias para as cidades, evitando o êxodo rural e ajudando a acabar com o envenenamento por agrotóxicos sofrido por cerca de 1 milhão de agricultores no mundo inteiro.

5) Solos mais férteis: Uma das principais preocupações da Agricultura Orgânica é o solo. O mundo presencia a maior perda de solo fértil pela erosão em função do uso inadequado de práticas agrícolas convencionais. Com a Agricultura Orgânica é possível reverter essa situação.

6) Água pura: Quando são utilizados agrotóxicos e grande quantidade de nitrogênio, ocorre a contaminação nas fontes de água potável. Cuidando desse recurso natural, garante-se o consumo de água pura para o futuro.

7) Biodiversidade: A perda das espécies é um dos principais problemas ambientais. A Agricultura Orgânica preserva sementes por muitos anos e impede o desaparecimento de numerosas espécies, incentivando as culturas mistas e fortalecendo o ecossistema. A Fauna permanece em equilíbrio e todos os seres convivem em harmonia, graças à não utilização de agrotóxicos. A Agricultura Orgânica respeita o equilíbrio da natureza e cria ecossistemas saudáveis.

8) Redução do aquecimento global e economia de energia: O solo tratado com substâncias químicas libera uma quantidade enorme de gás carbônico, gás metano e óxido nitroso. A agricultura e administração florestal sustentáveis podem eliminar 25% do aquecimento global. Atualmente, mais energia é consumida para produzir fertilizantes artificiais do que para plantar e colher todas as safras.

9) Custo social e ambiental: O alimento orgânico não é na realidade mais caro que o alimento convencional se consideramos que, indiretamente, estaremos reduzindo:
1) Gastos com MÉDICOS e MEDICAMENTOS
2) CUSTOS com a recuperação ambiental.

10) Cidadania e responsabilidade social: Consumindo orgânicos, estamos exercitando nosso papel social, contribuindo com a conservação e preservação do meio ambiente e apoiando causas sociais relacionadas com a proteção do trabalhador e com a eliminação da mão-de-obra infantil.

Hoje estarei na Radio Vinha FM (91,9) com um grupo de colegas: agrônomos e nutricionista falando sobre Orgânicos e suas vantagens. 12:30 no programa Mesa dos Notáveis.

domingo, 29 de maio de 2011

Bactérias intestinais interferem na química cerebral

De acordo com um estudo publicado na revista “Gastroenterology”, as bactérias intestinais podem influenciar a química do cérebro e o comportamento, nomeadamente nos casos de ansiedade e de depressão.

Esta conclusão é apontada, pela primeira vez, por cientistas da McMaster University, no Canadá, e pode tornar-se de maior relevância tendo em conta vários tipos comuns de doença gastrointestinal, incluindo a síndrome do intestino irritável, que são frequentemente associados a ansiedade ou a depressão.

Além disso, há investigadores que acreditam que alguns transtornos psiquiátricos, tais como o autismo de início tardio, podem estar associados com um teor anormal de bactérias no intestino.

Pessoas saudáveis têm, normalmente, biliões de bactérias no intestino que realizam uma série de funções vitais para a saúde como recolher energia da dieta alimentar, proteger contra infecções e fornecer alimentação às células do intestino.

Nesta investigação foram utilizados ratos adultos saudáveis. Ao alterarem o conteúdo bacteriano normal do intestino com antibióticos, os cientistas verificaram que as cobaias passaram a demonstrar alterações no comportamento, tornando-se menos cautelosas ou ansiosas.

Esta mudança foi acompanhada pelo aumento do factor neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês), que tem sido associado à depressão e à ansiedade. Contudo, com a interrupção dos antibióticos, os animais voltaram ao comportamento normal.

Premysl Bercik, um dos investigadores envolvidos neste estudo, referiu que estes resultados são importantes e lançam bases para mais investigações sobre o potencial terapêutico das bactérias probióticas no tratamento de distúrbios comportamentais, especialmente os associados às condições gastrointestinais, tais como a síndrome do intestino irritável.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=49188&op=all

terça-feira, 24 de maio de 2011

Candidíase crônica abordagem Nutrológica

A mulher que nunca sofreu desse mal, que atire a primeira pedra! Sim, pois quando chega o desconforto, quase sempre sabem do que se trata. É uma das queixas comuns na minha prática clínica.

Mas porque isso acontece? Primeiro, é importante saber que a Candidíase é uma doença transmitida por fungos, especificamente pela Candida Albicans, que pode se manifestar na pele (micoses), boca (mais conhecido como “sapinho”), estômago, intestino e no órgão genital feminino.

Várias são as causas para o aparecimento da Candidíase: 
  • Alteração no sistema imunológico: geralmente deficiente decorrente de déficit de nutrientes ou outras doenças que podem levar a alteração imunológica. As mais comuns são diabetes, pacientes oncológicos em quimioterapia ou pacientes com infecções de repetição e que fazem uso de vários ciclos de antibiótico
  • Disbiose intestinal (desequilíbrio na flora intestinal na qual a flora patogênica se sobressai à flora normal), 
  • Roupas íntimas de tecido sintético, 
  • Má higiene pessoal, 
  • Uso de alguns tipos de anticoncepcionais, 
  • Menopausa, 
  • Distúrbios hormonais, 
  • Relações sexuais. 
  • Período menstrual
  • Consumo exagerado de alimentos ricos de carboidratos
  • Dieta com restrição severa de alguns nutrientes
  • Privação de sono
OS sintomas geralmente são ardência, corrimento vaginal em grumos, vermelhidão, desconforto na relação sexual, irritação. Esses sintomas são especificamente femininos, pois apesar do homem também se contaminar, quase nunca é manifestado, devido a questões hormonais ou quando manifestamos é a na forma de apenas uma vermelhidão ou ardor na glande.

O que muitas mulheres não entendem, mesmo depois de terem realizado todo o tratamento (o marido também precisa muitas vezes) ingestão de antifúngicos, cremes vaginais, é que o quadro pode recorrer ao longo da vida. E aí entra o ginecologista para fazer a investigação. 

Por trás de tudo isso, há outros sintomas que podemos correlacionar com o por quê dessa manifestação persistente: 
  • Você sente vontades incontroláveis de comer doces, 
  • Compulsividade por carboidratos, 
  • toma 1 litro de café por dia,
  • Sente um cansaço inexplicável
  • Vive estressada, com outras inflamações recorrentes? Se a resposta foi positiva para algumas dessas perguntas, é bom investigar se esse é o seu caso.
Esses sintomas podem coexistir nos quadros de candidíase crônica. Nunca achei explicação lógica na literatura, mas o fato é que quando tratamentos corretamente através de medicações e dieta, a maioria desses sintomas tendem a melhorar. 

Para o fungo sobreviver, é necessário um ambiente favorável para seu crescimento e multiplicação. Isso também é determinado pela alimentação. Simples assim: quando sua alimentação é rica em carboidratos, álcool, refrigerantes, biscoitos e massas, o ambiente intestinal fica mais propício para uma microbiota patogênica,  o que de forma indireta favorece o surgimento da candidiase. A constipação intestinal também pode favorecer a recorrência das crises. Assim como a ocorrência de infecções urinárias de repetição. Ao longo dos anos tenho visto muito isso no consultório.

Hoje em dia, grande parte da população adquiriu hábitos alimentares e comportamentais que os deixam mais expostas e susceptíveis a agressores. Alimentos industrializados, embalados, junk foods, refrigerantes e outras facilidades aumentaram a demanda e procura por esse tipo de produto, fazendo com que o fator nutricional e a qualidade do alimento não seja a opção mais importante para alimentação cotidiana.

Os fungos, quando crescem de maneira desordenada, podem favorecer que outros tipos de fungos cresçam também, aproveitando esse ambiente propício e pode influenciar em diversas reações, que vão muito além do desconforto da mulher:

1) alteração do sistema imunológico, pois sua presença desordenada pode trazer reações de hipersensibilidades e alergenicidade
2) Os fungos produzem micotoxinas, que são extremamente tóxicas para o homem
3) Sua multiplicação pode se manifestar também na forma de micose, que é uma inflamação e infecção subsequente, que podem se localizar tanto na pele como órgãos internos como intestino
4) A ação somatória das substâncias tóxicas produzidas por esses fungos, podem causar desequilíbrios nutricionais, hipoglicemia, distúrbios de destoxificação, além de processos alérgicos, inflamatórios e auto imune, comprometendo assim o funcionamento e atuação de nutrientes necessários para função e nutrição celular.

Fique atenta se você ingere carboidratos em excesso, e não consegue se controlar ao ver um doce. Alguns autores acreditam que o fungo produz uma neurotoxina (substância que envia mensagens para o cérebro), fazendo com que na ausência desses alimentos (ela também quer se alimentar!), você tenha maior avidez por carboidratos.


Fique alerta aos principais fatores de risco para um crescimento fúngico desordenado:
- Alimentação pobre em nutrientes: baixa densidade nutricional.
- Alto consumo de açúcares e carboidratos refinados
- Baixo consumo de frutas, legumes e verduras: baixa ingestão de fibras. Menos de 35g por dia já pode ser facilitador.
- Jejuns prolongados podem levar a uma redução da atividade imunológica
- Alto consumo de adoçantes artificiais: alguns autores acreditam que eles influenciem a microbiota intestinal
- Estresse mental e emocional (principalmente correlacionado aos fatores acima)
- Uso frequente de antiácidos, antibióticos, corticoides, anticoncepcionais, laxantes
- Higiene e roupas íntimas inadequadas, pouco ventiladas

Para ficar longe desse mal, sempre ao fazer o tratamento para fungos, faz se necessário um tratamento nutricional concomitante. 

Somente um médico será capaz de diagnosticar seu caso e instituir o tratamento adequado para seu caso.

O tratamento pode incluir:
  • Uso de antifungicos orais como Fluconazol ou Itraconazol
  • Uso de cremes vaginais como Nistatina ou Miconazol
  • Uso de óvulos vaginais com probióticos e alguns ácidos
  • Banhos de assentos
  • Uso de absorventes com alguns óleos essenciais
  • Ajuste dietético, com adequação do volume calórico
  • Uso de fitoterápicos
  • Reposição de vitaminas e minerais que se estiverem em déficit podem piorar a resposta imunológica
  • Tratamento da doença de base
  • Uso de probióticos via Oral (cepas específicas)

Treinei o meu nutricionista ao longo dos anos para elaborar um plano alimentar para tais pacientes. O paciente primeiro passa em consulta comigo e posteriormente o nutricionista elabora o plano alimentar.

A maioria dos casos apresentam melhora quando seguem a dieta à risca. Porém há alta taxa de recorrência, principalmente naquelas pacientes que retomam os hábitos alimentares e de vida anteriores.

Autor: Dr. Frederico Lobo - CRM-GO 13192 - RQE 11915 - Médico Nutrólogo e generalista

Saiba o Que Afeta a biodisponibilidade dos nutrientes nos alimentos que você consome

Ouvirmos falar que comer banana é bom porque contém potássio, a laranja por conter vitamina C e assim por diante, cada alimento será fonte principal de determinada vitamina ou mineral. Mas será que os nutrientes que ingerimos através dos alimentos são 100% absorvidos pelo nosso organismo? Será que tomando um copo de leite vou realmente garantir cálcio para os ossos?

O processo digestivo inicia-se na boca (com a mastigação), passa pelo estômago (onde ocorre a digestão) e termina no intestino (local em que o sangue absorve e transporta os nutrientes para as células). Durante esse processo, mais freqüentemente no intestino, ocorre a interação entre os nutrientes (vitaminas e minerais). Essa interação pode ser positiva, quando um nutriente auxilia a absorção de outro, ou negativa quando um nutriente inibe a absorção de outro. Essas interações são conhecidas como biodisponibilidade, que é a quantidade do nutriente presente no alimento que realmente será aproveitada pelo organismo.

A biodisponibilidade pode ser afetada por vários fatores, dentre eles:

- Medicação: Alguns medicamentos possuem substâncias que podem interagir com determinados tipos de nutrientes, diminuindo sua absorção. Por exemplo antibióticos e antiácidos diminuem a biodisponibilidade de minerais.

- Interações nutricionais: É quando dois nutrientes competem entre sí e atrapalham a absorção de ambos. Por exemplo Cálcio e ferro, Fósforo e Magnésio, Zinco e Cobre.

- Estado fisiológico: Algumas patologias depletam nutrientes em grandes quantidades, diminuindo sua biodisponibilidade. Por exemplo diarréia e febre que interferem nas quantidades de sódio e potássio

- Estado nutricional: Se a criança estiver desnutrida e com anemia, o transporte de nutrientes para o fígado é diminuído, sendo que esses nutrientes não chegam a seu alvo.

- Ciclo vital: Em estados como de gestação e lactação, também ocorre depleção de alguns tipos de nutrientes, aumentando as necessidades nutricionais e diminuindo a biodisponibilidade.

Conheça os principais tipos de interações nutricionais. Assim, você poderá combinar melhor os alimentos nas refeições, para obter um maior aproveitamento de nutrientes.


Referências Bibliográficas:
  1. Cozzolino SMF. Biodisponibilidade de Minerais. R. Nutr. PUCCAMP. Campinas, 10(2): 87-98, 1997.
  2. Mahan LK, Escott-Stsmp. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 10ª edição. Editora Roca. São Paulo, 1998.

Autora: Dra. Cristiane Spricigo de Lima - Nutricionista, Especialista em Nutrição Esportiva. Autora do Blog NutriCorpo

Fonte: http://ligadasaude.blogspot.com/2011/05/saiba-o-que-afeta-biodisponibilidade.html

Saiba Qual Combustível Seu Corpo Precisa Antes, Durante e Após o Treino....

Em praticamente toda consulta ouço a mesma pergunta. O que devo comer antes de treinar? Preciso comer durante o treino? E depois, como o quê? Pois esta deve ser a dúvida de muitas pessoas. A intenção deste post é falar sobre alimentos e não suplementos, já que os mesmo devem ser individualizados e cada profissional pode optar por um tipo diferente de suplementação pré, durante pós-treino. Vamos às dicas!


O erro mais comum que observamos é aquela história de malhar em jejum pela manhã ou ir treinar em outro horário sem se alimentar “achando” que vai queimar mais gordura. NUNCA, JAMAIS faça isso, assim a única coisa que você vai torrar é músculo e ainda corre o risco de ter hipoglicemia durante o exercício, já que quando o açúcar no sangue está baixo, o organismo não consegue manter a mesma eficiência física.

A refeição pré-treino é determinante para seu desempenho. Afinal, você não pode dirigir um carro sem combustível, por que com seu corpo seria diferente? Até 1 hora antes dos exercícios, coma alimentos que possam fornecer energia aos músculos, como os carboidratos, de preferência de baixo a moderado índice glicêmico. As melhores fontes são: pães torrados, biscoitos de água e sal, frutas(banana, maçã, pêra),iogurte, batata, arroz, macarrão, algumas barras energéticas à base de carboidrato, carboidratos em gel ou líquido. A quantidade de alimentos ingeridos antes dos exercícios deve ser moderada, de forma a não dificultar a digestão e estar rapidamente disponível para ao músculos. As quantidades variam de acordo com a duração e intensidade do seu treino.

Durante os exercícios, para o resfriamento do corpo, existe uma produção de suor (perda de água). Ao mesmo tempo, os carboidratos ingeridos, que foram quebrados em forma de glicose, levam consigo moléculas de água para dentro das fibras musculares. Portanto manter a hidratação é imprescindível. Para aqueles que fazem atividades intensas com duração superior 1 hora podemos lançar mão de bebidas isotônicas, que devem ser consumidas com moderação e com orientação, ou carboidratos em forma de gel ou líquido para manter a performance, dependendo da atividade física.

A refeição pós-treino, é imprescindível porque se você insistir em ficar de barriga vazia, seu corpo vai consumir as calorias erradas para se recuperar do desgaste. Ao invés de queimar gordura, ele vai buscar a energia de que necessita na massa muscular. A regra número um para qualquer pessoa que pratica atividades físicas, seja um atleta de alto nível ou mesmo um iniciante, é alimentar-se logo após o treino. Nessa fase, que chamamos de catabólica, o corpo precisa de energia . No pós-treino intenso é comum anorexia pós-esforço, dificultando o processo alimentar. Neste período recomenda-se ingerir shakes com proteína de rápida absorção e uma mistura de carboidratos com alto índice glicêmico(maltodextrina e dextrose) ou bebidas esportivas. A melhor recuperação pós-treino é obtida ao se combinar o consumo de carboidratos e proteínas, que são extremamente importantes para recompor os músculos. As proteínas estão presentes em alimentos de origem animal, como queijos, iogurtes, leites, carnes, frios magros. Dessa forma, uma refeição ótima após o treino pode ser um sanduíche ou uma combinação de macarrão com frango.

Lembre-se de organizar o restante das refeições do dia e realizar seus treinos com disciplina. Se engana quem pensa que apenas essas refeições farão milagre, o ideal é que você tenha todas as refeições do dia em equilíbrio. Consulte sempre um Nutricionista para te auxiliar na organização e equilíbrio da sua dieta seja qual for seu objetivo.








Fonte: http://www.ligadasaude.blogspot.com/

Por que consumir alimentos orgânicos ?



A produção de orgânicos sempre que possível, baseia-se:
1)No uso de estercos animais,
2)Rotação de culturas,
3)Adubação verde,
4)Compostagem,
5)Controle biológico de pragas e doenças.

Tem como principal objetivo a manutenção da estrutura do solo além da sua produtividade, gerando alimentos saudáveis e produzidos baseados em uma relação harmônica com a natureza (homem/natureza, homem/animais homem/homem).

Por esses motivos, eu como médico e ecologista defendo essa causa. Alguns aspectos que sempre ressalto para quem me pergunta "Dr. porque vc está nessa de defender ecologia associada à medicina?":
1) Aspectos sanitários: alimentos orgânicos não possuem "defensivos" agrícolas sintéticos ou qualquer tipo de venenos que possa comprometer a saúde de qualquer ser na escala evolutiva, seja ele um invertebrado, seja ele um homo sapiens. Princípio este que jurei na minha formatura, princípio este criado pelo pai da Medicina (Hipócrates) "primum non nocere" que significa em primeiro lugar não lesar.

2) Aspectos ecológicos: a agricultura orgânica por não utilizar métodos agressivos e nocivos para a natureza, evita a degradação do meio ambiente. Isso inclui: manutenção das características do solo (as vezes adubando através de rochagem, mas sem utilizar fertilizantes sintéticos), manutenção da potabilidade da água e pureza do ar. A agricultura orgânica geralmente é familiar e ocorre de forma sustentável, na qual se respeita ciclos milenares (plantio/colheita). Desenvolvimento e preservação ambiental andam de forma conjunta.

De formal geral, a agricultura orgânica é baseada em três idéias. São elas:

1) Cultivo natural: é proibido o uso de agrotóxicos, adubos químicos e artificiais e conservantes no processo de produção.

2) Equilíbrio ecológico: A produção respeita o equilíbrio microbiológico do solo e as diferentes épocas de safra. O processo fica mais sustentável, não degradando a biodiversidade.

3) Respeito ao homem: o trabalhador tem que ser respeitado (leis trabalhistas, ganho por produtividade, treinamento profissional e qualidade de vida).

Para se obter um alimento verdadeiramente orgânico, é necessário conhecer diversas ciências (agronomia, ecologia, nutrição, medicina, economia, entre outras). Assim, o agricultor, através de um trabalho harmonizado com a natureza, tem condições de oferecer ao consumidor alimentos que promovam não apenas a saúde deste último, mas também do planeta em que vivemos.

O número crescente de produtores orgânicos no Brasil está dividido basicamente em dois grupos:

1) Pequenos produtores familiares ligados a associações e grupos de movimentos sociais, que representam 90% do total de agricultores, sendo responsáveis por cerca de 70% da produção orgânica brasileira;

2) Grandes produtores empresariais (10%) ligados a empresas privadas.
Enquanto na região sul cresce o número de pequenas propriedades familiares que aderem ao sistema, no sudeste a adesão é representada em sua maioria por grandes propriedades.

Atualmente, o Brasil ocupa a 34ª posição no mundo no ranking dos países exportadores de produtos orgânicos, sendo que na última década foi assistido um crescimento de 50%nas vendas por ano.

Calcula-se que já estão sendo cultivados perto de 100 mil há (hectares) em cerca de 4.500 unidades de produção orgânica espalhadas por todo o país. A maior parte da produção brasileira (cerca de 70%) encontra-se nos estados do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo. Apesar da tendência de crescimento, o Brasil ainda perde para a vizinha Argentina em termos de área certificada para o cultivo de orgânicos na América do Sul.

Da produção nacional de orgânicos, cerca de 75% é exportada, principalmente para a Europa, Estados Unidos e Japão. A soja, o café e o açúcar lideram as exportações. No mercado interno, os produtos mais comuns são as hortaliças, seguidos de café, açúcar, sucos, mel, geleias, feijão, cereais, laticínios, doces, chás e ervas medicinais. Infelizmente ainda não temos muitas frutas produzidas nos moldes correto.

Os países com maiores áreas de produção orgânicas são, respectivamente:
1) Austrália com 12,29 milhões de ha;
2) China com 2,3 milhões de ha;
3) Argentina com 2,22 milhões de ha.

Esses países têm como principal atividade nessas áreas orgânicas a pastagem não intensiva. Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados na comparação entre países, pois a produtividade é extremamente variável entre eles.

O Brasil se encontra na oitava posição, com 880 mil ha.

Em termos de continente, a Oceania detém 40,7% da área sob manejo orgânico, seguida da Europa com 24,3%, América Latina com 16,2%, Ásia com 10,2%, América do Norte com 7,3% e África com 1,4%. O Japão hoje é considerado um dos maiores mercados mundiais para produtos orgânicos.

Devido à pequena dimensão territorial, a produção orgânica própria é pequena, principalmente se comparada à variedade e volume de produtos que importam, como cereais, legumes, frutas frescas, carne bovina, frango, queijo, entre outros.

Nos Estados Unidos, os produtores orgânicos certificados produzem principalmente cereais, com destaque para soja e trigo. O desenvolvimento da agricultura orgânica americana tem sido comparado ao da Europa, assistindo um volume de venda próximo dos U$5 bilhões anuais.

Segundo dados da Organic Farming Research Fundation (Fundação de Pesquisa em Agricultura Orgânica), aproximadamente 1% do mercado americano de alimentos é proveniente de métodos orgânicos de produção. Na Europa o desenvolvimento da agricultura orgânica e do consumo de produtos sem agrotóxico cresce a passos largos.

No final de 2009, na França, havia 16.446 fazendas orgânicas, um aumento de 23,7% em relação a 2008, e 677.513 hectares de terra orgânica, um aumento de 16% comparado a 2008. O país obteve destaque devido ao aumento significativo de algumas produções animais na linha orgânica, sobretudo o frango orgânico, que teve taxas de crescimento de 135% nos últimos dois anos.

A Alemanha foi o primeiro país do mundo a criar um organismo para inspeção e controle da produção orgânica e hoje o mercado alemão de produtos orgânicos é considerado um dos mais importantes da Europa. Em 1998, foram contabilizadas cerca de 6.786 unidades de produção (1,9% de sua área total).

Será que é orgânico mesmo? Como saber?

Se você pretende consumir alimentos orgânicos fique atento para não ser enganado. Procure sempre pelo selo de qualidade emitido por certificadoras reconhecidas pelo Ministério da Agricultura.

São entidades como a Associação de Agricultura Orgânica (AAO), o Instituto Biodinâmico (IBD), entre outros. Essas entidades, ao todo cerca de 30 em todo Brasil, avaliam se a produção do alimento segue os critérios estabelecidos pela agricultura orgânica.

Para ganhar o selo, os produtores seguem várias precauções e têm suas lavouras fiscalizadas a cada semestre. A presença do selo garante, portanto, a procedência e a qualidade dos produtos.

Aqui em Goiânia recomendo para os meus pacientes que comprem somente do pessoal da ADAO - GO (Associação dos Agricultores Orgânicos de Goiás)

10 MOTIVOS PARA CONSUMIR PRODUTOS ORGÂNICOS

1) SÃO ALIMENTOS NUTRITIVOS E SABOROSOS

Com solos balanceados e fertilizados com adubos naturais, se obtém alimentos mais nutritivos. A comida fica mais saborosa, conservam-se suas propriedades naturais como vitaminas, sais minerais, carboidratos e proteínas. Um alimento orgânico não contém substâncias tóxicas e nocivas à saúde. Em solos equilibrados as plantas crescem mais saudáveis, preservam-se suas características originais como aroma, cor e sabor. Consumindo produtos orgânicos é possível apreciar o sabor natural dos alimentos. Além disso, quando se utiliza o sistema de Rochagem na adubagem o alimento fica mais rico devido a inserção de minerais ESSENCIAIS na composição do solo.

Pesquisas internacionais demonstram que alimentos orgânicos apresentam, em média, 63% a mais cálcio, 73% mais ferro, 118% mais magnésio, 178% mais molibdênio, 91% mais fósforo, 125% mais potássio, 60% mais zinco que os alimentos convencionais. Possuem menor quantidade de mercúrio (29%), substancia que pode causar doenças graves (informação publicada no Journal of Applied Nutricion, 1993).

No ano passado pesquisadores da London School of Hygiene & Tropical Medicine, em Londres, Inglatrra, realizaram um levantamento com 162 artigos científicos publicadas nos últimos 50 anos, que mostrou que não existe uma diferença tão grande entre o alimento orgânico e o normal.

Erro na metodologia ? Interesses exclusos ? Mesmo que não tivesse superioridade nutricional, só de não conter agrotóxicos ja É SUPERIOR !

2) SAÚDE GARANTIDA

Vários pesticidas utilizados hoje em dia no Brasil estão proibidos em muitos países, em razão de consequências provocadas à saúde, tais como:
1) Cânceres dos mais viversos tipos
2) Alergias alimentares
3) Asma
4) Infertilidade
5) Alterações hormonais principalmente quando se trata de hormônios sexuais
6) Hiperatividade em adultos e crianças
7) Déficit de atenção
8) Doenças neurodegenerativas
9) Aumento da produção de radicais livres e diminuição da produção de antioxidantes.
10) Intoxicação por metais pesados

Um relatório da Academia Americana de Ciências, de 1982, calculou em 1.400.000 o número de novos casos de câncer provocados por agrotóxicos. Além disso, os alimentos de origem animal estão contaminados pela ação dos perigosos coquetéis de antibióticos, hormônios e outros medicamentos que são aplicados na pecuária convencional, quer o animal esteja doente ou não.

Consumindo orgânicos protegemos nossa saúde e a saúde de nossos familiares com a garantia adicional de não estarmos consumindo alimentos geneticamente modificados.

Vale a pena ler o Post sobre a recente pesquisa da Anvisa, na qual a mesma detectou irregularidade em 29% dos alimentos analisados.

Veja também esse post sobre a Reavaliação de agrotóxicos e veja o quão grave é a situação.

3) PROTEÇÃO ÀS FUTURAS GERAÇÕES

As crianças são os alvos mais vulneráveis da agricultura com agrotóxicos. “Quando uma criança completa um ano de idade, já recebeu a dose máxima aceitável para uma vida inteira, de agrotóxicos que provocam câncer”, diz um relatório recente do Environmental Working Group (Grupo de Trabalho Ambiental). A agricultura orgânica, além disso mais, tem a grande tarefa de legar às futuras gerações um planeta reconstruído.

4) AMPARO AO PEQUENO PRODUTOR

O trabalhador rural precisa ser preservado, tanto quanto a qualidade ecológica dos alimentos. Adquirindo produtos ecológicos, contribuímos com a redução da migração de famílias para as cidades, evitando o êxodo rural e ajudando a acabar com o envenenamento por agrotóxicos sofrido por cerca de 1 milhão de agricultores no mundo inteiro.

5) SOLOS FÉRTEIS

Uma das principais preocupações da Agricultura Orgânica é o solo. O mundo presencia a maior perda de solo fértil pela erosão em função do uso inadequado de práticas agrícolas convencionais. Com a Agricultura Orgânica é possível reverter essa situação.

6) ÁGUA PURA

Quando são utilizados agrotóxicos e grande quantidade de nitrogênio, ocorre a contaminação nas fontes de água potável. Cuidando desse recurso natural, garante-se o consumo de água pura para o futuro.

7) BIODIVERSIDADE

A perda das espécies é um dos principais problemas ambientais. A Agricultura Orgânica preserva sementes por muitos anos e impede o desaparecimento de numerosas espécies, incentivando as culturas mistas e fortalecendo o ecossistema. A Fauna permanece em equilíbrio e todos os seres convivem em harmonia, graças à não utilização de agrotóxicos. A Agricultura Orgânica respeita o equilíbrio da natureza e cria ecossistemas saudáveis.

8) REDUÇÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL E ECONOMIA DE ENERGIA

O solo tratado com substâncias químicas libera uma quantidade enorme de gás carbônico, gás metano e óxido nitroso. A agricultura e administração florestal sustentáveis podem eliminar 25% do aquecimento global. Atualmente, mais energia é consumida para produzir fertilizantes artificiais do que para plantar e colher todas as safras.

9) CUSTO SOCIAL E AMBIENTAL

O alimento orgânico não é, na realidade, mais caro que o alimento convencional se consideramos que, indiretamente, estaremos reduzindo:
1) Gastos com MÉDICOS e MEDICAMENTOS
2) CUSTOS com a recuperação ambiental.

10) CIDADANIA E RESPONSABILIDADE SOCIAL

Consumindo orgânicos, estamos exercitando nosso papel social, contribuindo com a conservação e preservação do meio ambiente e apoiando causas sociais relacionadas com a proteção do trabalhador e com a eliminação da mão-de-obra infantil.


Maiores Informações: http://www.prefiraorganicos.com.br/


Vale a pena pagar mais por certos orgânicos?

Os adeptos da culinária saudável já estão cansados de saber dos benefícios dos alimentos orgânicos, infelizmente, investir 100% nesse tipo de frutas, legumes, folhas e até sucos e carnes ainda custa caro e é privilégio de poucos.

Pensando nisso, conversamos com especialistas para garimpar alguns itens nesse universo orgânico e saber exatamente por quais deles e em que situações realmente vale a pena se pagar mais em nome da saúde.

Um bom começo para começar a mudar os hábitos à mesa, sem pesar muito no bolso, seria substituir os campeões em agrotóxicos por suas versões orgânicas. Não é à toa. De acordo com a nutróloga Lívia Zimmermann, o consumo diário dessas substâncias nocivas pode intoxicar o organismo, criando um "ambiente" propício ao desenvolvimento de doenças - desde alergias até o câncer a longo prazo. "Há, inclusive, estudos que sugerem que os aditivos químicos, principalmente os corantes encontrados em alimentos industrializados, podem ter relação até com distúrbios psicológicos", alerta Lívia, membro da diretoria da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Reveja sua lista de supermercado

Comer uma salada de tomates, hoje, pode ser uma aventura e tanto, graças ao nível de contaminação dessa fruta - que aparece nas feiras e sacolões cada vez maior e mais vermelha (como um típico efeito do uso de agrotóxicos). "A dona de casa mais atenta pode observar uma película meio esbranquiçada na casca do tomate. É o sinal da presença dos aditivos químicos", explica a nutróloga Lívia Zimmermann.
Trocar o tomate convencional pelo orgânico, portanto, pode valer a pena, especialmente no prato das crianças. Sabe-se que os efeitos dos agrotóxicos são cumulativos - por isso, de acordo com os especialistas, o quanto antes barrarmos boa parte desse contato, melhor.
O tomate é o vilão maior, mas entre os reis da contaminação ainda estão o morango, a melancia, o melão, a abóbora, enfim as frutas rasteiras, além do mamão e das verduras (legumes e folhas). No geral, nos cultivos tradicionais, esses alimentos recebem uma quantidade grande de químicos, por serem mais suscetíveis à ação de pragas, como as ervas daninhas.
Segundo Fernanda Pisciolaro, nutricionista Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), os cuidados devem ser redobrados com alimentos que se come com a casca e com aqueles que não têm casca (a exemplo do morango). Nem as carnes vermelhas escapam dos alimentos que merecem atenção (e que poderiam ser substituídos por sua versão orgânica). Os hormônios de crescimento e antibióticos usados na criação bovina podem causar prejuízos ao organismo. Isso não ocorre com a carne orgânica, resultado de um gado criado em pasto orgânico, com alimentação orgânica e sem o uso de remédios alopáticos.

Ganhos na qualidade e no sabor

"O agrotóxico deixa o morango com gosto de acetona. A fruta orgânica é bem diferente, muito mais saborosa", completa Raquel Diniz, coordenadora do Instituto Akatu, uma organização não-governamental que busca estimular o consumo consciente e sustentável.

José Pedro Santiago e Alexandre Harkaly, diretores da associação de certificação de orgânicos, o Instituto Biodinâmico (IBD), garantem que os alimentos orgânicos contêm uma concentração mais elevada de nutrientes. Para confirmar o que dizem, eles lembram de 41 estudos científicos divulgados, em 2005, pela Soil Association, da Inglaterra, que atestavam uma presença maior de vitamina C, magnésio e fósforo nos orgânicos.
"A laranja, por exemplo, contém 12% mais vitamina C e menos resíduos de nitratos em relação à convencional", comenta José Pedro. Essa maior concentração de nutrientes, segundo o especialista, pode ser vista também no leite orgânico, que apresenta maior quantidade de cálcio e vitaminas.

Reconheça um alimento orgânico

Para ser considerado orgânico, o alimento deve seguir alguns padrões essenciais de plantio e colheita. De início, nada de agrotóxicos ou agentes químicos, como os pesticidas, para "reforçar" a terra e evitar pragas e ervas daninhas.
Normalmente, os produtos vendidos em supermercados apresentam um selo de certificação, desde que tenham, no mínimo, 95% de ingredientes orgânicos. "Para certificar um produto, seguimos diretrizes que vão da produção primária à industrialização, armazenamento e transporte do produto. Além de questões de conservação do solo", afirma Alexandre Harkaly, diretor do IBD. O selo vale tanto para frutas e vegetais, quanto para laticínios e carnes.
Mas, se você tem o hábito de freqüentar feiras ou sacolões e mercadinhos próximos da sua casa, vai uma dica: alimentos orgânicos tendem a ter um aspecto mais feio. Isso reflete tanto no tamanho da fruta, quanto na coloração. Portanto, se você não quer abrir mão dos tomates "vermelhões" e gigantes, porém cheios de agrotóxicos, nem passe perto das prateleiras orgânicas. Ali, a fruta é menor e de um vermelho mais discreto.
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Fonte: Redação Terra

Serviço:
Alexandre Harkaly - diretor do IBD (Associação de Certificação Instituto Biodinâmico)
http://www.ibd.com.br/
Fernanda Pisciolaro - nutricionista, membro da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica)
http://www.abeso.org.br/
José Pedro Santiago - diretor do IBD (Associação de Certificação Instituto Biodinâmico)
http://www.ibd.com.br/
Lívia Zimmermann - nutróloga, membro da diretoria da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia)
http://www.abran.org.br/
Raquel Diniz - coordenadora do Instituto Akatu
http://www.akatu.org/

Visite: http://www.ecologiamedica.net/

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Novo Código Florestal é perverso, dizem ex-ministros de Ambiente

Dez ex-ministros do Meio Ambiente se uniram nesta segunda-feira contra o texto da reforma do Código Florestal que deve ser votado amanhã (24) pela Câmara.

Em carta aberta à presidente Dilma Rousseff e ao Congresso, o grupo diz que a proposta a ser analisada significa um retrocesso na política ambiental brasileira, que foi "pioneira" na criação de leis de conservação e proteção de recursos naturais.

Segundo os ex-ministros, a votação do texto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) nesta semana é prematura.

"Não vemos, portanto, na proposta de mudanças do Código Florestal aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados em junho de 2010, nem nas versões posteriormente circuladas, coerência com nosso processo histórico, marcado por avanços na busca da consolidação do desenvolvimento sustentável. Ao contrário, se aprovada qualquer uma dessas versões, o país agirá na contramão de nossa história e em detrimento de nosso capital natural", dizem os ex-ministros na carta.

Assinaram o texto: Marina Silva (PV), Carlos Minc (PT), Sarney Filho (PV), Rubens Ricupero (sem partido), José Carlos Carvalho (sem partido), Fernando Coutinho Jorge (PMDB), Paulo Nogueira Neto (sem partido), Henrique Brandão Cavalcanti (sem partido), Gustavo Krause (DEM), José Goldemberg (PMDB).

MELHORIA

O documento traz um pedido de providências para que o texto de Rebelo seja aperfeiçoado. "O código deve ser atualizado para facilitar e viabilizar os necessários esforços de restauração e de uso das florestas, além que de sua conservação."

Em entrevista, oito dos dez ex-ministros fizeram duras críticas ao relatório de Rebelo. Na avaliação deles, não há proteção dos pequenos proprietários nem dos agricultores familiares e ainda ocorre a flexibilização da lei para que haja mais desmatamento.

"Esse código é perverso. Primeiro quer anistiar aqueles que estão em débito com o ambiente, principalmente os grandes proprietários, que estão conduzindo a negociação se escorando nos pequenos produtores. A questão da pequena propriedade está resolvida. Por outro lado, quer se flexibilizar a legislação para que haja mais desmatamento. Toda a discussão é permeada por essas duas grandes aspirações do agronegócio nocivo, que em detrimento dos direitos da sociedade querem garantir seus direitos individuais."

"Estamos fazendo mais uma lei para não ser cumprida. Por força da pressão de um segmento econômico forte", disse José Carlos Carvalho.

Sem aval do Planalto, líderes da base e da oposição fecharam um acordo na semana passada para a votação do texto de Rebelo.

Ficou definido que o PMDB apresentaria uma emenda permitindo a manutenção de atividades agrícolas em APPs (Áreas de Preservação Permanente).

O texto trará ainda a previsão para que os programas de regularização ambiental sejam feitos por Estados e também pela União.

GOVERNO CONTRA

O Planalto não concorda com essa proposta e quer ter a prerrogativa exclusiva de regularizar as APPs por decreto.

O governo também não concorda com a isenção da reserva legal para propriedades de até quatro módulos e com a anistia para os desmatadores.

O ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc disse que a presidente Dilma se comprometeu a vetar a questão das APPs e da isenção dos quatros módulos quando era candidata ao Planalto no ano passado.

"Não queremos que passe a motosserra no código, mas queremos mais tempo para entendimentos, para incorporar pontos importantes", comentou.

Destacando o empenho do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) para que o texto não seja votado, a ex-ministra Marina Silva afirmou que só a expectativa em torno da análise do novo código gerou aumento significativo no desmatamento nos últimos meses.

"Se o desmatamento já esta fora de controle só com a expectativa (da votação do texto), quando for aprovada, teremos uma situação de inteiro descontrole."

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/919652-novo-codigo-florestal-e-perverso-dizem-ex-ministros-de-ambiente.shtml


Para entender mais sobre A reforma, leia o post abaixo:


Muito tem se falado em política, em posicionamento dos candidatos com relação a questões ambientais.

Minha intenção com este post não é fazer apologia a nenhum candidato, mas fora a candidata Marina Silva, nenhum outro candidato teve como foco a questão ambiental. Ao meu ver, no atual estágio planetário, o desenvolvimento sustentável associado a métodos de reestruturação do meio ambiental são primordiais.

A edição de Outubro/2010 da revista UNESP Ciência traz uma reportagem bastante elucidativa sobre a questão do código florestal e sua reforma.

Acho inconcebível postular tal tipo de reforma num país em que os hectares protegidos de APPs (áreas de preservação permanente como matas ciliares e/ou topos de morros) chegam a 59 milhões de hectares quando na verdade deveriamos ter 103 milhões de hectares protegidos.

É inadmissível falar em reforma de caráter redutor num país onde o esperado para Áreas de Reserva Legal (RL) (trechos de propriedades privadas que não podem ser desmatados – a porcentagem varia conforme o bioma) seria de 254 milhões de hectares e temos no momento um déficit de 43 milhões.

É impossível não ficar estarrecido com as afirmações do autor do projeto (Aldo Rebelo do PCdoB-SP), alegando que ouviu a opinião de vários pesquisadores e especialistas, sem citar algum nome específico ou citar publicações indexadas.

Sou médico e me interesso muito pelo assunto pois assim como a Ecologia trata da saúde do ecossistema, a Medicina aborda a saúde humana e tudo aquilo que possa afetá-la. Muitas vezes brinco com a ignorância do homem diante da grandiosidade da natureza ao manter um  determinado equilíbrio em um ecossistema. Aí chega o homem, cheio de "novas idéias", acreditando ter compreensão de toda uma dinâmica e almeja mudar tudo aquilo. Invadindo áreas outrora de polinizadores, peixes e anfíbios que se alimentam de insetos com potencial praguicida ou vetores de doenças transmitidas ao homem. O que se sabe sobre a função de APPs e Reservas legais é que ambas possuem importante papel protetor para o ecossistema e ao ceder parte delas para a agricultura estaremos criando um novo problema ambiental, além dos inúmeros que já possuímos e pouco conseguimos resolver. E o pior, estaremos indo na contra-mão de toda uma corrente que visa Preservação do Meio-ambiente e tentativa de um desenvolvimento sustentável.

No dia 6 de Julho de 2010 o Projeto de Lei 1876/99, que propõe a reforma do Código Florestal, foi votado na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Com 13 votos a 5, o texto principal do substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi aprovado e agora segue para o Senado, para ser votado.

Abaixo a lista dos deputados e seus votos:

Votos favoráveis às reformas ruralistas

Anselmo de Jesus (PT-RO)
Homero Pereira (PR-MT)
Luis Carlos Heinze (PP-RS)
Moacir Micheletto (PMDB-PR)
Paulo Piau (PPS-MG)
Valdir Colatto (PMDB-SC)
Hernandes Amorim (PTB-RO)
Marcos Montes (DEM-MG)
Moreira Mendes (PPS-RO)
Duarte Nogueira (PSDB-SP)
Aldo Rebelo (PCdoB-SP)
Reinhold Stephanes (PMDB-PR)
Eduardo Sciarra (DEM-PR)

Votos contrários às reformas ruralistas:
Dr. Rosinha (PT-PR)
Ricardo Tripoli (PSDB-SP)
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
Sarney Filho (PV-MA)
Ivan Valente (PSOL-SP)
Vale a pena ler a reportagem: http://www.unesp.br/aci/revista/ed13/novo-codigo-florestal

Frederico Lobo*
*Dr. Frederico Lobo (CRM - GO – 13.192) é médico clínico geral

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Pasta de dente sem flúor

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Há benefícios da dieta mediterrânea em doenças crônicas?

Sim. Pesquisadores têm publicado metanálises mostrando que os benefícios da dieta mediterrânea estão associados com uma melhora significativa no estado de saúde geral, redução significativa na mortalidade total, mortalidade por doenças cardiovasculares, incidência ou mortalidade por câncer, além da diminuição na incidência de doenças neurológicas, como doença de Parkinson e Alzheimer.

Um das metanálises mais importantes, publicada por Sofi et al (2008) na revista científica British Medical Journal, avaliou mais de 1.500.000 indivíduos saudáveis, por meio da análise cumulativa de 12 estudos de coorte. O estudo revelou que o aumento de dois pontos no escore de adesão da dieta mediterrânea reduziu em 9% a mortalidade geral, com redução de 9% na mortalidade por doenças cardiovasculares, redução de 6% na incidência de mortalidade por câncer e uma redução de 13% na incidência da doença de Parkinson e Alzheimer.

Em 2010, este mesmo grupo de pesquisadores publicou na revista The American Journal of Clinical Nutrition uma metanálise atualizada com 18 estudos prospectivos, em que investigaram novamente a associação entre a adesão à dieta mediterrânea e incidência/mortalidade por doenças. Os resultados foram obtidos a partir de mais de 2 milhões de indivíduos, verificando que o aumento de 2 pontos na aderência à dieta mediterrânea determinou uma redução significativa de 10% de morte e/ou incidência de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, redução de 6% da morte e/ou incidência de câncer e uma redução de 13% na incidência de doenças neurodegenerativas. Com isso, os pesquisadores confirmaram os resultados publicados no estudo anterior, sugerindo uma proteção significativa contra as principais doenças crônico-degenerativas em indivíduos que relataram maior adesão à dieta mediterrânea.

A dieta mediterrânea tem sido amplamente relacionada como um modelo de alimentação saudável que contribui para um estado de saúde favorável e melhor qualidade de vida. Trata-se de um conjunto de hábitos alimentares, tradicionalmente conhecido por ser rico em frutas, verduras, legumes e cereais; azeite de oliva como uma das principais fontes de lipídios; consumo moderado de vinho tinto durante as refeições; consumo preferencial de peixes e baixo consumo de carne vermelha.

Os resultados desses estudos com a dieta mediterrânea parecem ser clinicamente relevantes para a saúde pública, em especial para incentivar esse padrão alimentar para a prevenção primária das principais doenças crônicas.

Leia mais: Dieta mediterrânea e azeite de oliva modificam a expressão de genes pró-inflamatórios

Autora: Dra. Rita de Cássia Borges de Castro
Bibliografia (s)
  • Sofi F, Cesari F, Abbate R, Gensini GF, Casini A. Adherence to Mediterranean diet and health status: meta-analysis. BMJ. 2008 Sep 11;337:a1344.
  • Sofi F, Abbate R, Gensini GF, Casini A. Accruing evidence on benefits of adherence to the Mediterranean diet on health: an updated systematic review and meta-analysis. Am J Clin Nutr. 2010;92(5):1189-96.
Fonte: http://www.nutritotal.com.br/perguntas/?acao=bu&id=621&categoria=1

Disbiose no idoso

Nenhum sintoma é mais irritante no paciente mais velho que o desconforto para evacuar! Quer seja por prisão de ventre, por formação excessiva de gases, ou por uma maior permeabilidade com diarréias, disenterias, ou simplesmente com a exacerbação do numero diário de dejeções!

Os gerontes como a maioria das pessoas, sentem que se seus intestinos não estão permeáveis, alguma coisa esta errada com ele, ao que não podemos tirar sua razão!

Nosso tubo digestivo é receptáculo, e passagem de tudo que ingerimos de bom ou de ruim!

Também é responsável pela produção de muitas substancias utilizadas em nosso corpo, desde para digestão até o equilíbrio emocional, já que as microvilosidades intestinais, e não somente o cérebro, são a grande fábrica de serotonina de nosso organismo, substancia responsável, pelo bem estar e relaxamento, e que esta alterada em casos de depressão!

Possuímos em nossos intestinos, mais bactérias, que células no corpo, são mais de 50 trilhões destes microorganismos, que auxiliam na decomposição dos alimentos, digestão e absorção, e que compõe a chamada flora intestinal!

O processo começa na boca com a saliva rica em enzimas que degradam açucares e gorduras, e destroem bactérias patogênicas! No estomago, se processa a quebra das proteínas, e a adição de acido clorídrico, que alem de digerir torna o ambiente inóspito a outros micro-organismos invasores!

Em um organismo próximo ao equilíbrio,já que não ocorre o equilíbrio absoluto, teremos em harmonia os lactobacilos, benéficos ao processo digestivo, as bactérias saprófitas, que estáveis não fazem bem nem mal, e os elementos nocivos, como brucela, toxoplasma, os fungos de cândida, entre outros! Todos seus malefícios são contidos pala superioridade avassaladora das bactérias úteis! Alem da digestão as bactérias benéficas, entre elas lactobacilos, saccharomicess, boulardis, bifidobacterium, principalmente, sintetizam antibióticos naturais e vitaminas, como a K e o complexo B!

Quando por alguma desordem orgânica os elementos patogênicos superam as bactérias úteis, estamos frente a um desequilíbrio ao qual chamamos disbiose, que no nome já traz seu significado, desequilíbrio da vida, no caso das bactérias intestinais!

As bactérias saprófitas, já não são mais tão inócuas e passam a agredir ao meio que ajudam a estabilizar, caos!

Distúrbios digestivos, como a redução na produção de acido clorídrico, tornado o estomago menos acido, ou base, comum nos mais velhos e/ou diabéticos. Nas infecções quaisquer que sejam e que se utilizem antibióticos, ocorrem farta destruição de bactérias patogênicas e uteis, estas muito mais sensíveis e alvo fácil de redução!

As alergias sejam alimentares ou especificas, afetam em muito o equilíbrio da flora intestinal! As alimentares corrompem a digestão ajudando a formarem compostos mistos da toxina bacteriana com proteínas diversas, produzindo peptídeos inoportunos e perigosos que por vezes são ativadores de marcadores com capacidade até de alterações em DNA, como o Fator de Necrose Tumoral, ativado por peptídeos de mutação, produz-se aqui uma enorme cascata de formação de radicais livres! Mais caos!

A disbiose interfere na permeabilidade intestinal, por estar alterado, permite absorção de compostos que um intestino saudável não permitiria.

A prisão de ventre também é fator de desequilíbrio na flora, pois a retenção fecal, faz com que bactérias retornem do intestino grosso para o delgado modificando seu funcionamento normal! Opostamente a Síndrome do Intestino Irritável, por si só, já é, uma clássica manifestação disbiótica!

Disfunção gástrica, pancreática e biliar, assim como o consumo excessivo de agentes irritantes, como álcool e bebidas gasosas, e do açúcar fonte de proliferação fúngica (cândida), são precursores da disbiose!

Leptina, grelina, resistina, colecistoquininas, serotonina, somastostatina, óxido nítrico, são substancias produzidas e reguladas no tubo digestivo, do diabetes a depressão, da obesidade a hipertensão, todos podem estar envolvidos com este quadro!

Como fazer para evitar? Dieta próxima, natural, com muitas fibras, se possível sem agrotóxicos, orgânica, alimentos funcionais, antioxidantes, como suco de uva, iogurte por exemplo, mastigação e tempo pós prandial, repouso após se alimentar, evitar líquidos as refeições!

Antiácidos, e medicamentos para estomago, só com ordem médica e por tempo determinado!

Fazer atividade física, ajuda a manter o bom funcionamento do intestino!

Gerenciar e tratar o stress, e humor, lembre-se que enfezado, tem duplo significado, bravo ou cheio de fezes!

Utilizar preventivamente e regularmente a reposição de lactobacilos, e eventualmente do complexo B, principalmente nas vezes que utilizar antibióticos para tratamento de infecções, sejam pelos dias que forem, ou quais forem. Todos destroem a flora intestinal!

Portanto não é redundância dizer que controlar a disbiose, coadjuva as terapias para diabetes, obesidade, alergias, anemias, hipertensão e vasculopatias, alem de depressão, fibromialgias e síndrome da fadiga crônica, doenças sabidamente de origem serotoninérgicas!

Autor: Dr.João Mariano Sepúlveda – cardiogeriatra

Fonte: http://neonutre.com.br/disbiose-no-idoso/